Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-j7pLmM0gX0c/VoGdgKPEmeI/AAAAAAAAFvo/hQYXaoxVOzQ/s1600/042.JPGUm comentário que virou post(mais para salvaguarda do que qualquer outra coisa) que eu reproduzo abaixo (com leves alterações):** Hoje saiu um bom vídeo no canal do Átila (que também faz o Nerdologia) sobre o valor das coisas. Ele dá bons exemplos sobre vários aspectos, mas, o que mais me chamou atenção, sobretudo porque dialoga com o seu texto/podcast, é a história da invenção e descoberta do Captopril.O Captopril é um remédio pra hipertensão que tem como base um peptídeo encontrado no veneno das cascavéis e que foi descoberto pelo pesquisador brasileiro Sergio Ferreira (USP) que isolou esse composto do veneno das cascavéis do serrado brasileiro depois de perceber que quem era picado pela cobra apresentava uma baixa acentuada de pressão arterial. O problema é que aqui no Brasil, nos anos 60, quando o Sérgio estava pesquisando esse composto, se instaurou a ditadura civil-militar e ele, perseguido como a maior parte dos professores e pesquisadores da época, pediu asilo político e foi trabalhar e morar no Reino Unido. Lá ele continuou a pesquisa sobre o Captopril e acabou publicando o seu trabalho pela universidade estrangeira. Esse trabalho, posteriormente, rende um Nobel e uma empresa farmacêutica inglesa transformou a patente do Captopril em um remédio comercial (depois de muito desenvolvimento com base na pesquisa de base do brasileiro e da sua equipe a empresa conseguiu sintetizar o composto sem precisar mais extrair veneno das cascáveis). Esse remédio salvou milhares de vidas desde então e, além disso, rendeu bilhões em patentes e vendas pelo mundo todo. E tudo começou com uma pesquisa de base no Brasil advinda da nossa fauna/flora.No final do vídeo o Átila faz um comparação com o que se ganha vendendo carne, soja e o que se ganha vendendo remédios (entre eles o Captopril das cascáveis). A diferença é na casa da centenas de bilhões de dólares.Não vejo muito saída, contudo, pro Brasil como país. Nossas elites lucram muito transformando-nos numa fazendo e uma mina de exploração. É muito mais fácil queimar a floresta, serrado e mata atlântica em troca de alguns bilhões para famílias que exploram o país desde as sesmarias (né Itaú) do que se preocupar em gastar dinheiro (muito) para ganhar muito mais dinheiro depois (muito mesmo) com patentes e tecnologia. O apelido do Brasil não é “Sogil” por nada. Por isso mesmo, acho que o Brasil não tem uma “sina” de ser assim, isso é um projeto de quem manda. De quem tem dinheiro.[embed]https://youtu.be/ymMVm7Rnaak[/embed]