>Desespero

substantivo masculino

Ação ou efeito de desesperar; desesperar-se; desesperação.

Condição excessiva de desânimo em que uma pessoa se sente sem capacidade para realizar alguma coisa; desalento.

Estado de espírito (sensação ruim) que faz com que alguém acredite estar num momento sem saída; desesperança: por desespero acabou se entregando aos vícios.Sentimento de angústia ligado, geralmente, ao descontrole, à aflição, à sensação de perda etc.

Excesso de irritação; raiva ou cólera.[Figurado] O que faz com que alguém se desespere.O que pode estimular uma sensação de frustração ou de desânimo por ser irrealizável: o perfeccionismo do trabalho lhe causava um profundo desespero.

Etimologia (origem da palavradesespero ). Forma regressiva de desesperar. Todo mundo sempre falou que o brasileiro deveria se importar com política, mas ninguém disse que o brasileiro iria virar um proto-neofascista-neoconservador e eleger um assassino para a presidência da república, enquanto defende uma ideologia que lhe mata em cada esquina.O desespero de qualquer pessoa com bom senso dentro do Brasil de Jair Bolsonaro é palpável. Não existe como ser diferente. Hoje defendemos, todos, um ministro que destruiu o programa Mais Médicos (e deixou uma série de cidades pequenas sem assistência sanitária e o Brasil com zero programa de medicinal social) e que fazia lobby pro convênios abertamente, tendo como grande projeto a extinção do SUS ( tal qual os liberais do partido NOVO que hoje se dizem contra o governo Bolsonaro).O desespero toma conta de qualquer pessoa com capacidade cognitiva quando nos damos conta que somos governados por uma pessoa que leva em conta a opinião do autointitulado filosofo Olavo de Carvalho que, dentre outras coisas, duvida da teoria relatividade, do heliocentrismo, da forma da Terra e acredita que a Pepsico usa fetos abortados como adoçante dos refrigerantes. E mais, somos governados pelos seus filhos, formados em “economia austríaca”.O desespero se aprofunda quando percebemos que esse homem recebeu 57 milhões de votos para ser uma assassino de pobres. E recebeu os votos dos próprio pobres que, na esperança da melhora nas suas vidas destruídas pelo capitalismo, resolveram dobrar a aposta no liberalismo e no conservadorismo.O desespero chega ao fundo do poço quando escutamos o presidente da república brasileira dizer que vai demitir o único ministro que parece manter a sanidade dentro de um governo de incapazes. Quando o presidente da república brasileira faz propaganda de um remédio que não tem efeitos confirmados. Quando o presidente da república mantém um cercado na frente do Palácio do Alvorada com apoiadores que repetem “amém” a cada palavra proferida por ele.O desespero acha a pá e cava mais fundo no poço quando o mesmo presidente, em uma pandemia que já matou quase mil pessoas no Brasil (em 9 de abril de 2020) diz que as regras de distanciamento social devem afrouxadas porque sem isso a economia do país “vai parar”. E fica pior ainda quando ouvimos o ministro da economia, o liberal Paulo Guedes que livrou 1.2 trilhões de reais de socorros aos bancos privados, dizer que não tem dinheiro para pagar R$600 a título de auxilio emergencial ao povo brasileiro — e ainda mais, queria que esse auxilio fosse de R$200 e defende que as pessoas que já pegaram o SARS-CoV-2 voltem ao trabalho.O desespero vira ímpeto assassino quando, apoiados pela palava do líder máximo da nação, os consumidores de aglomeram nos antigos corredores do mercado público de Porto Alegre em busca de peixe para a Sexta-Feira Santa — e talvez me busca do segredo da ressurreição de Jesus Cristo.Foto do Mercado Público de Porto Alegre dia 8 de abril de 2010, em pleno distanciamento social.O desespero vira impulso suicida quando eu percebo que a minha saúde, por mais que eu me cuide, é tão frágil quanto o elo mais frágil da sociedade onde eu vivo e que, essas pessoas que votaram no presidente Bolsonaro, que saem às ruas em carreatas pedindo a volta ao trabalho e se aglomeram para comprar 200g de peixe, são as pessoas sob as quais a minha saúde descansa.Desespero é o único sentimento que me vem à mente quando eu penso no Brasil do COVID19. E não existe nenhum sinal de que a ajuda virá.E, citando Eduardo Cunha, que Deus tenha misericórdia dessa nação.