###“Desejem, assim como os bolcheviques, cortar a cabeça da família real. Classe dominante expurgada não realiza golpe de estado.”

O que os Estados Unidos querem, segundo o filósofo, é um sistema político que permita que o poder do dinheiro e dos meios de mídia privados possam ser exercidos na ilha da Revolução. Para Losurdo, criticar os supostos “déficits de democracia” em Cuba fora de um quadro histórico-concreto das agressões imperialistas é uma forma de ceder a ideologia dominante. Losurdo continua a reflexão e mostra que em toda tradição liberal existe a teoria do Estado de exceção e da ditadura em momentos de emergência. O liberalismo nunca duvidou que “fora do poder, tudo é ilusão”. Ainda afirma que grandes pensadores modernos, como Hegel e Alexander Hamilton, desenvolveram a teoria de que fora de uma situação de segurança geopolítica, isto é, com a ameaça de guerra pairando no horizonte, é impossível imaginar o livre desenvolvimento de formas democráticas. Para Losurdo não resta dúvidas: a burguesia, por trás de toda sua reflexão sobre “limites ao poder” e legalidade, nunca descuidou de construir uma superestrutura jurídica-política, e uma filosofia de justificação correspondente, para garantir o poder em momentos de crise nacional. Por que os trabalhadores, no poder, não poderiam fazer o mesmo? JONES MANOEL: Moral, poder e o aprendizado da história