O que mais salta aos olhos, de qualquer gringo que apareça pelo Brasil, não é a nossa pobreza material, nossa violência ou mesmo a nossa truculência diária. Não, essas coisas são esperadas, junto com a festividade e extroversão do povo daqui. O que realmente salta aos olhos dos estrangeiros quando chegam por aqui é a opulência das classes médias e altas.Nas cidades mais famosas do mundo não é normal, por exemplo, que uma família de classe média (com renda de R$30k mensais) tenha empregada ou diarista, isso é algo relegado aos grandes ricos do mundo. O Elon Musk deve ter alguém cuidado do novo filho dele, o TK85, junto de uma série de empregados. O médico suburbano que dirige uma SUV e mora numa casa de 4 quartos não, ele mesmo faz as tarefas cotidianas da sua, ou as delega, no máximo, aos filhos.Aqui em terra brasilis, por outro lado, é bastante comum topar com pessoas de classe média (bem média) na faculdade que jamais lavaram louça, roupa ou a casa e muito menos foram fazer compras usuais no mercado. Isso é trabalho da criadagem, ora. Podem ser pessoas progressistas e de esquerda que, mesmo assim, está impregnado no seu DNA a ideia de que devemos ter pessoas “cuidando” das nossas necessidades enquanto estamos no grupo de estudos sobre a diversidade com nossos amigos brancos.É por isso mesmo que a imagem abaixo traz em si uma crítica feroz ao modo de fazer político no Brasil, seja ele o trabalhismo de Vargas ou o populismo do Lula. Todos eles, desenvolvimentistas natos, esbarraram na ideia (errada) de que a nossa elite não é xucra, tosca, imbecil e burra.Enquanto o Brasil não domar essa elite e coloca ela no cercadinho, mandar os empresário pagarem o que devem ao Estado e fazer cumprir aquele pergaminho chamado CF88, c oisas como essa explicação do Anderson França serão necessárias todos os dias, principalmente pra lembrar que a esquerda que vota em Freixo tem apartamento com dependência de empregada.Pau que bate em Chico tem que bater em Francisco. E em Crivelas, Freixos e todos aqueles seus amigos que tem flores na barba e fazem meditação enquanto a Tia Anastácia moderna faz a faxina.E me auto citando, sobre eleições e partidos:>E o PSOL, como estereótipo máximo desse brasileiro, é basicamente isso mesmo: muita luta na base mas ZERO representatividade nas eleições. Sempre são os mesmos nomes, cansados de apanhar de pastores e empresário de direita. E apanham exatamente porque sãobrancos-ricos-progressistas que não sabem da realidade das ruas da sua cidade. Vão 2x por mês entregar cesta básica na favela e transformam isso em artigo acadêmico ou grupo de estudos na universidade.Um caminhão atropelou essa esquerda identitária e até agora ninguém por ali conseguiu se recuperar. Outro caminhão vem vindo esse ano, e se continuar essa liderança de homens brancos, ricos e acadêmicos vai ser outro atropelamento. PS: foi muito difícil encontrar uma imagem de empregada doméstica que não fosse i) racista ou ii) fantasia sexual.