Narrando com o velho estilo de mockumentary — um documentário falso — os acontecimentos da suposta missão secreta “Apollo 18“, que tinha por objetivo principal instalar sistemas de espionagem contra os Russos, o diretor mexicano Gonzalo López-Gallego e o produtor russo Timur Bekmambetov tiveram poucos meses para tirar o projeto do chão e lançá-lo nos cinemas, e talvez isso explique a falta de cuidado com o roteiro e muitos pontos pouco explorados pela película.Em termos de narrativa não vemos nada de novo em “Apollo 18”, é o velho estilo que consagrou filmes como “A Bruxa de Blair”, “REC” e “Atividade Paranormal”, ou seja: câmeras trêmulas, tomadas noturnas desfocadas e quase nenhuma explicação plausível para os eventos que se sucedem na tela, eventos esses que são sempre intercalados com falas dos atores reforçando que devem registrar tudo.O filme é, verdade seja dita, arrastado e fraco. A história tinha muito potencial para ser aproveitado — o que mais temos no mundo são teorias da conspiração sobre as expedições Apollo e suas alunissagens — tanto na área do horror/terror como na área de ficção cientifica, porém, nenhum dois é explorado e o que acabamos por ver é apenas “mais do mesmo” para o gênero. Ainda que o filme tenha algumas cenas dignas e bem feitas — vale a pena prestar bastante atenção no desenrolar final dos astronautas em solo lunar e no diálogo entre o assessor do secretário de defesa e os astronautas (fato que ocorre duas vezes) que acaba explicando o final do filme — mas que acabam não sustentando uma história fraca que peca pelo roteiro mal escrito, pela atuação inócua dos atores e principalmente pela falta de objetividade e audácia na hora da realização do filme.O filme como um todo é ruim, mas ainda assim consegue sobressair-se no meio desse mar de ruindade que são os falsos documentários — perdendo apenas para “Cloverfield” e ficando na frente de muitos outros desse gênero — porque tem uma vontade, ainda que mal executada, de sobressair-se e contar uma história decente para o espectador ao invés de manter-se preso à fórmula dos outros filmes.