A PMPA trabalha com um número de saturação dos leitos de UTI para COVID na cidade ao redor de 383, excluindo a possibilidade de termos leitos extras em qualquer hospital de referência até lá.Com esses dados em mão, o atual crescimento exponencial de casos e óbitos na cidade é flagrante e estamos nos aproximando perigosamente do mágico número de 383 internados.

Com esses dados em mãos o grupo COVID-POA da UFRGS modelou as suas previsões para a doença em Porto Alegre — levando em conta os dados do dia 3 de agosto para isolamento, internações e número diário de casos/óbitos. O modelo usado [SEIHDR (Suscetível, Exposto, Infectado, Hospitalizado, Morto, Recuperado)] nos mostra claramente que não estamos no pico da doença na cidade, ainda que estejamos nos aproximando. O pico estimado (quando a curva inflexionae atinge o seu ápice) deve ocorrer até o final de agosto, quando entraremos em um platô de casos e óbitos. Nesse ritmo iremos regredir aos níveis iniciais da pandemia em novembro e voltaremos à “normalidade” (casos tendendo a zero) apenas em fevereiro de 2021.De forma resumida, por conta do isolamento frouxo, da pressão dos empresários e da incapacidade de uma política clara e honesta para todo mundo na cidade, iremos passar quase 1 ano com a vida “trancada”. Qualquer pessoa por dentro das notícias mundiais já sabe que os países que fizeram um “lockdown” de fato e se isolaram já estão saindo da epidemia.

https://www.ufrgs.br/covidpoa/?p=588