wp:paragraphEsta é uma das últimas fotos do presidente socialista democraticamente eleito do Chile, Salvador Allende, enquanto defendia o palácio presidencial durante o golpe de Estado organizado pelos Estados Unidos [operação condor], em 11 de setembro de 1973. O golpe orquestrado pelo general de direita Augusto Pinochet instalaria uma ditadura militar que duraria quase duas décadas onde cerca de 40.000 pessoas seriam torturadas, desapareceriam ou seriam mortas; e mais de 200.000 iriam para o exílio.

Em 1970, o Presidente Allende foi eleito e iniciou um ambicioso plano de reformas sociais, nacionalizando os recursos naturais, construindo casas para os pobres e proporcionando acesso à saúde e educação. Como presidente socialista e latino-americano, Allende representava uma ameaça à influência dos EUA na região.

No que tem sido chamado pelos críticos como “o modelo de golpe para a América Latina”, os serviços de inteligência dos EUA iniciaram uma campanha de desestabilização contra Allende, incluindo sabotagem econômica e política, usando o apoio de políticos da oposição e a ameaça de intervenção militar.

Durante o golpe apoiado pelos EUA, liderado pelo comandante-em-chefe do exército chileno, Augusto Pinochet, Salvador Allende lutou e foi morto no palácio presidencial La Moneda. Allende continua sendo uma inspiração, assim como um importante exemplo e lembrete para os movimentos de esquerda em toda a América Latina e no resto do mundo.

“Eu não me demitirei. Colocado em uma transição histórica, pagarei a lealdade do povo com minha vida. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que plantamos na consciência de milhares e milhares de chilenos não será murchada. Vocês têm o poder, eles podem nos destruir, mas o progresso social não pode ser impedido nem pelo crime nem pela força. A história é nossa, e as pessoas a fazem acontecer”.


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