Uma das maiores defesas dos negacionistas da pandemia (eu já ouvi o termo “fraudemia”, confesso que adorei a novilingua) é que o isolamento social não funciona porque “os casos estão estáveis”.

Uma olhada rápida nos gráficos do Crestani Filho (https://twitter.com/CrestaniFilho), contudo, nos mostra que é exatamente o oposto: os casos estão estáveis porque fizemos um isolamento social (meia-boca) que desafogou os hospitais e criou um cenário minimamente capaz de manter o SUS, ainda que sob um stress grande, operacional.



Ainda, olhando os gráficos do Poder360 é bem fácil de perceber que o pior não passou. Estamos em pleno pico da segunda onda de COVID19.

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O mais desesperador, contudo, ao se olhar os gráficos é perceber que o nosso sistema de saúde, com a claudicante política de vacinação, tem dias muitos estressantes por vir.

Principalmente nos 15 dias depois dessa semana (carnaval) onde veremos, possivelmente, o número de casos explodir por conta das festras clandestinas quer ocorrerão em cidades e litorais do país.

Muitos argumentam, sem razão, que foi alardeado o mesmo nas festas de final de ano e nada mudou. Na verdade, mudou. Atualmente, como mostram os gráficos, a média móvel diária do Brasil é a maior da pandemia — mesmo com vacinação e 9 milhões de casos — e com tendência de alta

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Ainda, o número de internados em UTI’s em estados como o RS, que tem a tradição de “vereanear” se mantiveram estáveis na cidade de Porto Alegre, contudo, se mostraram com aumentos grandes em cidades do litoral (como Capão da Canoa) do RS e outros estados, principalmente SC.

É claro que não espera, entre aqueles que tem a capacidade de analisar números e tabelas, que a pandemia tenha uma redução de contágio e mortalidade antes de agosto de 2021 (pela curva de vacinação/contágio e pelas novas variantes) mas ignorar isso em prol de sair para praia e e pular carnaval chega a ser surreal.