Enquanto o deputado Daniel Silveira, aquele que quebrou uma placa que homenageava a vereadora Marielle Franco (do RJ, morta numa emboscada) era preso por atentar contra a honra do STF e seus integrantes e incitar atos contra o estado democrático de direito o Poder360 fazia a sua pesquisa de popularidade sobre o governo Bolsonaro após o fim do auxilio emergencial e debaixo da confusão da vacinação contra a COVID19.

Analisando os dados é fácil perceber que o Bolsonaro depende de um sistema de distribuição de renda, por mais mínimo que seja, para que as pessoas tenha a sensação de que existe um aparato de sustentação social por baixo delas, impedindo-as de passar fome ou morar na rua. Ainda que a obra do sistema de auxilio emergencial tenha sido uma obra conjunta que contou com enorme pressão da bancada de oposição e articulação do presidente da câmara na época, conhecido como Rodrigo Maia, os louros políticos da ajuda fundamental para os brasileiros foram colhidos quase que integralmente pelo presidente Jair.

Claro que isso não é nenhum tipo de surpresa, quem tem a caneta tem o poder. E ele tem a caneta. Mesmo atitudes que são corrigidas em meio ao curso caótico do governo Bolsonaro, acabam sendo bonificadas a ele.

À esquerda resta fazer pressão para que as parcelas sejam aprovadas o mais rápido possível (março) sem maiores problemas de recebimento, como na primeira leva, e que alcancem as mesmas pessoas e, principalmente, que durem até julho ou agosto. Sem isso não tem conversa com o povo e a popularidade do governo vai dar um novo pico pra cair num novo vale logo depois. As vacinas estão encaminhadas, teoricamente, até julho em suas primeiras doses para todas as pessoas acima de 18 anos. Restarão as segundas doses daqueles fora dos grupos prioritários/de risco.