Seguindo a linha do post de ontem, sobre o poderio econômico dos clubes de futebol do centro do Brasil, hoje o jornalista espanhol Colin Millar tweetou sobre a criação da “Euro Super League”, uma tentativa da Sky Sports de criar um torneio de clubes super rentável (e apenas isso).

Fonte: https://twitter.com/Millar_Colin/status/1363972987880419328?s=19


Sevilla supera o Barcelona na disputa pelo título da Liga. Leicester está em 2º PL. RB Leipzig, Wolfsburg e Frankfurt em na parte de cima da Bundesliga. Lille, Lyon e Mônaco de olho no título da Ligue 1. Nenhum dos 8 clubes foram considerados para a “Euro Super League”.

Privatização do futebol de elite: uma má ideia.

Os 15 “clubes fundadores” da Euro Super League não se baseiam no sucesso desportivo, mas no seu poder comercial. Eles são escolhidos como “marcas”, não como “clubes”. Eles têm como alvo “consumidores”, não “torcedores”. Suas responsabilidades de clube desaparecerão; a corporativização do futebol é má.

As respostas destacando isso como um evento único por conta da covid estão perdendo o ponto. Na temporada passada, 2 dos 4 semifinalistas do CL não faziam parte dos 15 clubes da “Euro Super League”. Nem o Atalanta, que chegou nas quartas de final ou mesmo o Sevilla, vencedor da Liga Europa, foi relacionado. A receita supera o mérito esportivo.

O sucesso do futebol está sendo imprevisível, fluido e genuinamente significativo. Enormes desequilíbrios financeiros - clubes apoiados por corporações e Estados do Golfo - já distorceram as competições, mas outros ainda podem competir. O futebol privatizado e franqueado mata a essência do esporte.