Saiu a tabela da Copa América da pandemia. Vai ser em junho e julho, como de costume. Duvido muito que até lá a situação do Brasil esteja muito melhor, talvez teremos chegado na vacinação das pessoas com 55 anos, sendo otimista.

Mas divago e teremos Copa América - estamos tendo o charmoso gaúchão, mesmo com bandeira preta em todo o estado - mesmo que o mundo caia sobre mim.

Sendo assim, seria interessante notar que a programação de dois países-sede (Uruguai e Argentina) se manteve. Ou seja, as delegações irão viajar entre essas duas sedes, provavelmente causando alguma aglomeração no meio do caminho, e criando um cenário ideal para a propagação da nova cepa brasileira - até lá já vamos ter exportado ela pro mundo inteiro - pelos dois países.

Mas, olhando atentamente, a CONMEBOL é pequena. São 10 países. 10 seleções. 5 rodadas ao todo, em 2 grupos; temos então 10 jogos por grupo, totalizando 20 jogos no total. Cada rodada tem 4 jogos que são divididos em dois dias com 2 jogos em horários distintos, o que daria 2 horários por dia. Isso poderia ser feito, perfeitamente, em apenas um estádio. A vantagem seria óbvio: sem viagens pelos dias países. A vantagem esportiva seria mais óbvia ainda: concentração melhorada e (quase) zero desgaste. As quartas-de-final seguem o mesmo principio, depois de 4 dias de descanso, com 2 jogos por dia. As semifinais, terceiro lugar e final tem apenas um jogo por dia. Contando tudo temos 28 jogos em 16 datas, ou seja, 16 dias de jogos. Perfeitamente possível.

E, indo mais além, poderíamos fazer o mesmo com os estaduais (esse ser estranho perdido no tempo do futebol brasileiro). Tomando o gaúchão como exemplo, temos 11 rodadas na primeira fase, onde cada rodada tem 6 jogos. Se dividirmos esses 66 jogos. Podemos dividir esses jogos em 3 faixas de horário (16h, 19h e 22h), o que nos deixaria com 3 jogos por dia (sábado e domingo) em 2 estádios (que poderiam muito bem ser do interior do estado) na mesma cidade. 11 rodadas em 2 dias da semana, jogando apenas no final de semana e terminaríamos a primeira fase e ainda deixaríamos o calendário aberto para os jogos de meio de semana, normalmente Libertadores e Copa do Brasil. A fase final deveria ser em jogo único - semifinal e final) - o que nos daria mais duas apenas. 13 datas, 2 estádios e 1 cidade. Concentração simplificada, plantel reduzido devido à COVID19, estádios no interior tendo visibilidade de patrocínio pro clube e pra cidade e, de quebra, poderiam vender um PPV pro campeonato inteiro sem muita confusão de datas e valores, como é hoje.

Mas, novamente, divago. Futebol não é esporte, é negócio. E nenhum clube ou seleção aceitaria esse modelo, mesmo em um momento como o atual - basta ver que os jogos seguem ocorrendo normalmente - e provavelmente nenhum cartola iria querer abrir mão do dinheiro do patrocínio em prol de uma cidade/clube do interior.

Além de tudo, o futebol deveria estar suspenso no Rio Grande do Sul desde que a bandeira preta entrou em vigor.